Young compensa ausência em debates com defesa de propostas em suas redes sociais

Mesmo estando longe dos debates televisivos, o candidato Ricardo Young (Rede) tem aproveitado as suas redes sociais para defender propostas mais avançadas para a mobilidade ativa. Por exemplo, utilizou um vídeo no Facebook para defender que a Prefeitura se responsabilize pela fiscalização e feitura das calçadas, cumprindo o que a lei determina. Apesar de reconhecer a importância da mobilidade a pé como meio de transporte na cidade, falta o candidato destrinchar a sua proposta, estabelecendo metas específicas para a construção e reforma de calçadas e apontando quais recursos pretende utilizar para fazê-lo.

Outro posicionamento interessante é uma fala em mais um vídeo no seu Facebook, na qual explica porque é favorável à política de redução das velocidades máximas nas cidades, inclusive nas marginais. Esse tipo de posicionamento é muito importante no atual contexto, no qual três dos principais candidatos à Prefeitura (Marta, Dória e Russomanno) têm feito demagogia com a proposta de voltar as velocidades antigas as Marginais Tietê e Pinheiros.

Uma proposta do candidato, no entanto, destoa desses posicionamentos progressistas: Young pergunta a seus eleitores e eleitoras o que eles acham de “liberar” o aumento das velocidades entre 22 e 06 horas. Nós, da Cidadeapé e Ciclocidade, aproveitamos para responder que consideramos de suma importância que não só as velocidades permaneçam iguais, como também a fiscalização fora do horário comercial seja intensificada, para que assim os condutores sejam educados a manter o comportamento prudente e seguro por todo o dia. Apesar do deslize, dessa vez Young levou a proposta à apreciação do público em vez de fechá-la. Esperamos que mude de ideia sobre a pertinência de liberar as velocidades no horário mais fatal do trânsito.

Veja as principais falas do candidato:

Entrevista CBN

“Nós estamos propondo otimizar o que a cidade já tem e utilizar esses equipamentos de forma diferente. […] A primeira proposta do boulevard da Paulista foi nossa, de que a abertura da Paulista para as pessoas era fundamental […]. O Minhocão a mesma coisa, nós acreditamos que o destino final deve ser uma nova operação urbana e de desmonte, mas até lá a abertura nos finais de semana tem sido um sucesso.”: 362 pontos (50% do compromisso 2.5.5)

Redução da velocidade das marginais, a favor ou contra: A favor – já analisado anteriormente

Pedágio urbano, contra ou a favor: Contra, mas já existe como cobrança de estacionamentos caríssimos – não está em nossa agenda

Ciclofaixas: super a favor – já analisado anteriormente

Faixas verdes para pedestres: a favor – já analisado anteriormente
Vídeo no Facebook 1

“Vocês sabem, que pela legislação, aquele que é responsável pela calçada é o dono do terreno. No entanto, a mesma legislação diz que é responsabilidade da Prefeitura fazer a calçada e cobrar do dono do terreno. A Prefeitura não faz nem uma coisa nem outra, nem cobra daqueles que são responsáveis para fazer e nem faz no lugar deles. E o pior é que cada vez mais as pessoas estão se conscientizando que é importante deixar o carro em casa, precisam usar mais o transporte público, o transporte individual de interesse público (táxi e uber etc) e as calçadas estão sendo cada vez mais usadas, as pessoas estão usando as ruas. Estima-se que 30% da população de São Paulo use intensivamente as ruas. E nada é feito. Portanto, cuidar da mobilidade urbana é cuidar sim dos pedestres, cuidar sim das calçadas”: 936 pontos (50% do compromisso 2.1.3)

Vídeo no Facebook 2

“A redução das velocidades nas grandes cidades não é uma experimentação, não é uma coisa empírica. Há estudos das Nações Unidas em várias partes do mundo que fazem uma correlação entre diminuição das velocidades e diminuição das mortes no trânsito, diminuição de congestionamentos e democratização do viário para outros modais. Então essa medida, que foi tomada por esse governo é uma medida científica e efetivamente os dados já demonstram que os acidentes com motociclistas caíram pela metade e com os ciclistas caíram 30%. Portanto, não há nenhuma razão para que essa medida seja cancelada. Ela faz parte da evolução do próprio processo civilizatório das grandes cidades que, ao exigir flexibilidade e multimodais precisa conviver democraticamente com esses modais e ao conviver, torná-los todos mais seguros.” (50% do compromisso 5.1.2)

“O único questionamento que pode ser feito é essa essa redução deve valer 24 horas ou se não deveria ser das 6 da manhã até 22 horas da noite ou se, de madrugada, onde há menos uso no viários, ela deveria ser mantida.” 200 pontos negativos

Total: 1209 pontos positivos. Normalizando com outros candidatos, chega a 61 pontos